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O mercado de Belo Horizonte: queijos e cachaças

  • Pano de prato com a lista de comidas mineiras escrita do jeito mineiro, como pãozin de queijo e franguin cum quiabu
  • Vitrine com queijos artesanais mineiros
  • Queijos inteiros com selos, empilhados numa prateleira de vidro
  • Prateleiras de ervas e chás a granel com etiquetas amarelas
  • Garrafas de cachaça mineira com rótulos coloridos
  • Duas garrafas de refrigerante Mate Couro
  • Rapaduras e pés de moleque embalados em plástico
  • Pessoa de camiseta preta com a frase: dinheiro não compra felicidade mas compra doce de leite, biscoito, queijo e cachaça
  • Pote de jujubas de cachaça cor-de-rosa cobertas de açúcar
  • Pôr do sol sobre Belo Horizonte, visto do alto
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Visitar o Mercado Central deve estar entre as cinco melhores coisas a fazer em Belo Horizonte. Ao pisar lá, mais do que a organização, impressiona o desfile de produtos variados e de alta qualidade, principalmente queijos e cachaças. Isso me fez pensar em várias coisas.

A primeira foi o quanto amadurecemos como mercado consumidor no Brasil. Quem viveu a infância nos anos 1980 sabe bem o que é ter só dois tipos de queijo, o branco e o amarelo, sem grande diferença de sabor entre eles. Hoje vemos uma enorme variedade de queijos artesanais, o que é bom pela valorização da agricultura familiar e, principalmente, pelos novos paladares.

Em segundo lugar, me espantei com a diversidade das cachaças. Quem acha que cachaça é tudo igual está totalmente desinformado. Como no vinho, os diferentes microclimas do estado oferecem uma grande variedade. É, meus amigos: cachaça também tem terroir. Algumas são tão elaboradas que o preço beira os quatro dígitos. E ainda conheci a jujuba de cachaça, logo eu, que achava que o tal “pudim de cana” não existia.

Com uma base tão boa quanto a cachaça mineira, fica fácil desdobrá-la em criações originais, como a cachaça envelhecida em barril de carvalho e os licores de doce de leite, de banoffee (pois é… bom demais da conta) e de café.

Por fim, o próprio Mercado Central, cenário onde essas reflexões se desenvolveram entre queijos e cachaças, literalmente. Muito organizado e limpo, com uma enorme diversidade de produtos, sem falar no bom humor e na hospitalidade dos mineiros. Para o carioca, sempre preparado para ser passado para trás em lugares populares, lá o respeito, a segurança e a simpatia são vastos.

O que dizer mais? Só sei que, quando voltar lá, vou precisar de mala extra.