A história do hambúrguer

Ícone da culinária americana, o hambúrguer tem uma história cheia de versões, e quase todas são lendas urbanas, sem comprovação.
A mais antiga diz que tudo começou com os guerreiros de Gengis Khan, no século XIII, que comeriam carne crua picada, e que daí viriam o steak tartare e, mais tarde, o bife à moda de Hamburgo, na Alemanha, que os imigrantes alemães levaram para os Estados Unidos. Bonita, mas sem documento que a sustente.
Já o hambúrguer como o conhecemos, a carne entre duas fatias de pão, tem várias cidades americanas disputando a paternidade. Uma delas é Seymour, no Wisconsin, onde um jovem vendedor chamado Charlie Nagreen teria achatado uma almôndega entre dois pães, numa feira de 1885, para que o povo comesse andando. Outras cidades contam histórias parecidas, com outros heróis. Qual é a verdadeira? Ninguém sabe ao certo.
O que se sabe é que, de simples conveniência, o hambúrguer virou um símbolo da cultura americana, e uma tela em branco para a criatividade: cada país dá a sua assinatura. No Brasil, já vi até pizza de hambúrguer!
Na cozinha, a qualidade depende da gordura e da mistura de carnes. Um pouco de gordura é essencial para manter a carne úmida e saborosa, e a combinação de cortes, como peito, acém e fraldinha, equilibra sabor e textura; há quem acrescente carne de porco ou até bacon moído. A carne deve ser manuseada o mínimo possível, para não compactar e ficar dura, e a chapa deve estar bem quente, para criar uma crosta caramelizada.
E você, onde comeu o hambúrguer da sua vida?