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Armagnac, sete séculos de aguardente na Gasconha

Da série Gasconha

Cartaz antigo Fine Armagnac: dois homens espantados diante de uma garrafa que brilha num cofre

Hoje encerramos com bebida a nossa jornada pela Gasconha. E vamos comemorar com o armagnac (“armanhác”), que os gascões chamam de a aguardente mais antiga da França: o primeiro registro do seu uso é de 1310, quando Vital Dufour, prior de Eauze, enumerou as “40 virtudes” dessa “água ardente”.

Os destilados são bebidas feitas a partir de grãos, frutas ou vegetais que já passaram por fermentação. A destilação separa os componentes de uma mistura pelo calor: os mais voláteis, como o álcool, “escapam” primeiro, são resfriados e se condensam em outro recipiente. Assim, boa parte da água fica para trás, e a proporção de álcool aumenta.

No armagnac, o vinho é destilado sobretudo no alambique contínuo armagnacais, de onde sai cerca de 95% da produção, com 52% a 72% de álcool (tradicionalmente, entre 52% e 60%). Depois, a aguardente descansa em barris de carvalho e chega à garrafa com, no mínimo, 40%. Mas cuidado: não chame o armagnac de conhaque perto de um gascão, porque vai dar briga. Ele difere do primo pela região, pelas uvas (ugni blanc, folle blanche, baco e colombard são as principais) e pela destilação: o conhaque passa por duas destilações num alambique de repasse; o armagnac, em geral, por uma só. Para mim, por exemplo, não há o menor risco de experimentar o tal do armagnac…

Assim terminamos a nossa jornada pela Gasconha. Espero que tenham gostado. Salute!

Referências

  1. Bureau National Interprofessionnel de l’Armagnac. 700 ans d’histoire; Distillation et vieillissement; Cépages et terroir. Acesso em 31 out. 2026. https://www.armagnac.fr/700-ans-d-histoire
  2. Bureau National Interprofessionnel du Cognac. L’élaboration du cognac. Acesso em 31 out. 2026. https://www.cognac.fr/decouvrir/savoir-faire/elaboration/